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Últimas opiniões enviadas

  • Marco Gomes

    Lutar não é um ato de coragem. É um ato involuntário. Precisa ser. É preciso levantar-se e berrar. É preciso ficar quieto dentro de um quarto frio e escrever uma carta raivosa. É preciso macular o ideal de perfeição com lágrimas de dor. É sair às ruas bradando verdades, exigindo aceitação e respeito. É preciso fazer com que os outros enxerguem. É preciso eliminar o ódio.

    Com o coração doído e profundamente tocado por este filme é que escrevo esta mensagem. O mundo já vivenciou diversas epidemias: epidemias psicológicas, sentimentais e enfermidades que deixaram um enorme rastro de destruição. Em nome desta destruição é que o não calar-se deve levantar a voz, os olhos, as mãos, o cérebro, o coração. Não dá pra aceitar “que o mundo está chato”, não dá pra aceitar que o escárnio do ódio continue ceifando vidas. A vida de um gay vale tanto quanto a de um hetero, e qualquer tipo de preconceito é uma arma apontada na cabeça dessa fina capa de seda que chamamos de vida. “The Normal Heart” é a história de uma carnificina ignorada, é a representação singela do horror do ódio, dos olhos fechados.

    "Thanks for letting me know."

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  • Marco Gomes

    Still Alice: é difícil escrever com lágrimas nos olhos, mas eu vou tentar.

    Este filme traz um paradoxo em si. Traz uma película de delicadeza que se contrapõe à crueldade da história que conta – por crueldade eu faço referência à doença de Alzheimer. É impossível para quem já teve qualquer tipo de contato com a doença – um parente próximo, um amigo, um conhecido – não emocionar-se profundamente com esta narrativa tão verdadeira e sutil. Aliás, talvez seja audácia da minha parte, mas é impossível para qualquer pessoa não ter o coração tocado e o os olhos marejados por tantas Alice Howland que permeiam o mundo. As intelectuais e as não-intelectuais. As mães, as filhas, as avós de tanta gente. As Alice Howland que nós – e que Deus não permita – poderemos ser, um dia.

    É um filme duro, que alude à crueldade que pode parecer o ato de continuar, quando tanto de nós parou. É uma história sobre a apatia que nos sufoca todos os dias, embora queiramos continuar esta luta pétrea a qual denominamos Vida. É uma história sobre prioridades, sonhos e conquistas; mas é também uma história sobre fatídicas perdas.
    Há múltiplas cenas que a mim são muito caras; três delas, especialmente. Há uma cena em que todos nós, em fortuna ou em desgraça, nos vemos refletidos: a comparação de uma situação com outra igualmente subversiva. Quando a personagem Alice diz que preferiria ter um câncer ao invés de ter Alzheimer, o choque é inevitável. Quantos de nós já não calçamos estes pares opostos e igualmente terríveis? Acredito que esta é uma das maiores e mais importantes reflexões que este filme nos traz, que é este “mal contemporâneo comparativo” das desgraças que nos acometem a todo o tempo, a todo o instante. Qual é o nosso papel diante do horror? Fica aqui a minha pergunta.

    As duas outras cenas que também trouxeram lágrimas aos meus olhos são os dois momentos em que Alice caminha sozinha. No primeiro momento, ainda no estágio inicial da doença, pela biblioteca; e no momento seguinte, com o Alzheimer já avançado, pela praia. As metáforas; aliás, as duas metalinguagens das próprias cenas são cinematograficamente louváveis, mas são, acima de qualquer outra coisa, vividamente sinceras. São cenas que mostram, a priori, a vida sendo galgada e a vida sendo declinada. E são cenas que mostram, em ambas as fases, a necessidade de se acreditar que sim, a vida vale a pena.

    É um filme lindo, é absurdamente arrebatador.

    “É verdade, mamãe. Era uma história sobre o Amor”. <3

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  • Marco Gomes

    É difícil até falar de quantas formas esse filme é bonito. Se eu pudesse eu assistiria a esta obra de arte mais algumas vezes, só que a cada vez eu pausaria a cada cena, apenas para comentar a enorme quantidade de significados, alusões e referências que essa história possui. Os atores, o roteiro, as cenas, a fotografia, a maestria da trilha sonora... É mais do que um filme; trata-se de uma história absurdamente devastadora.

    Uma narrativa de coragem, de autoconhecimento, um jogo – na linguagem psicológica – de sombras e personas. Uma narrativa que mostra o horror da crueldade humana perante o desconhecido e que reitera o quão presos nós estamos aos preconceitos e pensamentos desumanos, mesmo agora, mais de 80 anos depois. É também uma narrativa que mostra a forma mais sublime do amor mesmo entre tantas dúvidas e incertezas. É Uma narrativa humana que foge de qualquer clichê e mostra como a individualidade do ser humano pode ser assustadora e absurdamente mágica.

    É um filme apolítico. É um filme que não levanta nenhuma bandeira, a não ser a do amor e da compreensão. É um filme que mostra, de uma forma muito sutil e delicada para um espectador desatento, que o significado de “luta” tem outra conotação: a guerra é nossa – algo que nem sempre somos capazes de compreender.
    Sua real mensagem, seu conteúdo intrínseco, no entanto, revela mais; revela que precisamos mudar. Que precisamos, de uma vez por todas, aprender com todos os erros escabrosos que já cometemos e precisamos, no mínimo, aprender a lidar com o que nos torna diferente entre a nossa igualdade: a nossa singularidade.

    “I love you because you are the only person who made sense of me, who made me possible.”
    Lili Elbe <3

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse http://hotelesencanto.org/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento http://www.facebook.com/events/250416102068445/

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